
Presidente da WNBPA destaca esforços para reconstruir confiança entre jogadoras e liga após discussões sobre assédio
Nneka Ogwumike, presidente da WNBPA, afirmou que a união e a liga da WNBA estão trabalhando para restaurar a confiança após conversas positivas sobre o combate ao assédio sofrido pelas jogadoras.
A presidente da Women's National Basketball Players Association (WNBPA), Nneka Ogwumike, ressaltou a importância de continuar construindo a confiança entre as jogadoras da WNBA e a liga. Essa declaração ocorreu poucos dias após uma reunião entre as partes para tratar do aumento de mensagens racistas, odiosas e abusivas direcionadas às atletas.
No encontro de 90 minutos, membros do comitê executivo da WNBPA e dos comitês de Justiça, Equidade, Diversidade e Inclusão conversaram com a comissária da WNBA, Cathy Engelbert. Entre os temas discutidos estavam o assédio contra as jogadoras, a arbitragem e outras questões relevantes para a liga.
Ogwumike, que foi recentemente reeleita para seu quarto mandato como presidente da WNBPA, afirmou que saiu da reunião com um sentimento de esperança, destacando que Engelbert recebeu bem o feedback das jogadoras. Ela enfatizou que, em momentos de crise, a base para resolver problemas é a relação de confiança entre as partes.
A WNBPA e a liga vêm de uma negociação trabalhista conturbada, que culminou em um acordo coletivo histórico na offseason. No entanto, desafios persistem, especialmente diante do aumento do assédio e abuso, incluindo ameaças de morte e ofensas raciais contra diversas jogadoras.
A presidente da WNBPA destacou que, embora o crescimento da liga seja natural, é necessário agir para aliviar o sofrimento causado por esses ataques contínuos. A diretora executiva da WNBPA, Terri Jackson, também incentivou a liderança da liga a adotar uma postura mais proativa para enfrentar esses problemas.
A liga já lançou a plataforma "No Space For Hate" (Não Há Espaço Para o Ódio), que visa combater o ódio e promover o respeito em todos os ambientes da WNBA a partir da temporada de 2025.
Ogwumike afirmou que ainda não há uma resposta definitiva para os próximos passos, mas acredita que a solução envolve responsabilidade, o que pode levar a ações que garantam maior proteção e segurança para as jogadoras.
Sobre a permanência de Cathy Engelbert como comissária após esta temporada, Ogwumike disse que essa decisão não cabe a ela, mas que as jogadoras estão dispostas a colaborar com quem estiver no comando da liga. "Como jogadoras, a liderança está aqui. Nós apoiamos a liderança. Vamos apoiar quem estiver no cargo", concluiu.
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