
Oscar Piastri critica decisão dos grids na F1 por computadores no GP da Bélgica
Oscar Piastri afirmou que os grids da Fórmula 1 estão sendo decididos por computadores que podem funcionar bem ou mal, o que ele considera uma forma ruim de conduzir as corridas. A queixa surgiu após o GP da Bélgica, onde problemas com o sistema elétrico dos carros foram evidentes.
Oscar Piastri expressou frustração com o atual sistema da Fórmula 1, afirmando que os grids de largada estão sendo determinados por "computadores que funcionam ou não funcionam", o que ele descreveu como "uma forma muito ruim de correr". Essa declaração foi feita após o Grande Prêmio da Bélgica, uma das pistas mais sensíveis para os carros da temporada, que apresentam um foco sem precedentes na recuperação de energia da bateria.
O piloto da McLaren qualificou-se em sétimo, enquanto seu companheiro de equipe Lando Norris ficou em terceiro. Piastri reclamou da significativa falta de potência nas retas em comparação com Norris, mesmo após ajustes para tentar corrigir o problema.
George Russell, da Mercedes, também enfrentou dificuldades, culpando a equipe por um acidente na primeira volta devido à rápida drenagem da bateria do seu carro logo no início da corrida. Outros pilotos compartilharam reclamações semelhantes sobre a nova fórmula dos motores elétricos.
Max Verstappen, tetracampeão mundial, criticou abertamente os novos motores e ironizou a situação após terminar em terceiro, dizendo: "Bem-vindo à F1 2026. Às vezes pode ser uma selva."
Piastri destacou que não entende completamente o que causa as diferenças de desempenho, pois os computadores agora ditam grande parte da competitividade. Ele ressaltou que não é o único a enfrentar esses problemas, mencionando que Russell e outros pilotos também tiveram dificuldades semelhantes nas últimas corridas.
O software dos novos motores da F1 pode se autoajustar em tempo real, adaptando a potência a cada volta com base em dados coletados em passagens anteriores pelo circuito. Mudanças nas condições, como a direção do vento, podem afetar o desempenho sem que o piloto tenha controle ou compreensão total do motivo.
Charles Leclerc, que terminou em segundo lugar no GP da Bélgica, também relatou dificuldades para entender o comportamento da unidade de potência da Ferrari durante os treinos e qualificações, descrevendo o sistema como muito complexo e frustrante para os pilotos, já que mudanças constantes acontecem em segundo plano, mesmo quando eles dão o melhor de si.
Esses relatos evidenciam os desafios técnicos e a complexidade crescente dos carros de Fórmula 1, especialmente com a introdução das novas unidades de potência híbridas e seus sistemas de gerenciamento eletrônico.
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