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MLS enfrenta dilema estratégico após Copa do Mundo nos EUA: investir em qualidade ou focar em receita imobiliária?

MLS enfrenta dilema estratégico após Copa do Mundo nos EUA: investir em qualidade ou focar em receita imobiliária?

A Major League Soccer (MLS) vive um momento decisivo após a Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos. A liga debate entre ampliar investimentos em jogadores para melhorar o nível técnico ou manter o foco na geração de receita por meio de estádios e expansão de franquias.

A Major League Soccer (MLS) está em um ponto crucial de sua trajetória. Com 30 times e uma receita de US$ 2,5 bilhões, a liga americana de futebol profissional busca definir seu próximo passo estratégico. Após a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, o interesse pelo futebol no país atingiu números recordes, com mais de 50 milhões de espectadores acompanhando a seleção masculina dos EUA nas oitavas de final e mais de 60 milhões assistindo à final do torneio.

O comissário da MLS, Don Garber, destaca que a liga investiu pesado em marketing, com uma campanha histórica durante a Copa do Mundo, e que os clubes organizaram eventos que atraíram milhares de torcedores. A MLS também conta com 45 jogadores que participaram do Mundial, totalizando mais de 8 mil minutos jogados, o maior número fora das cinco principais ligas europeias.

No entanto, a MLS enfrenta um dilema. Apesar de ter 18 franquias entre as 50 mais valiosas do futebol mundial, a qualidade técnica da liga está atrás de outras competições, ocupando a 10ª posição segundo o Global Football Rankings. A receita da liga tem crescido principalmente por meio de taxas de expansão e construção de estádios, recursos limitados a longo prazo.

A liga debate se deve continuar focando em ser uma empresa imobiliária que oferece experiências nos estádios, similar ao modelo do beisebol das ligas menores, ou se deve investir mais em contratações de alto nível para elevar o padrão técnico e, assim, atrair acordos de direitos de transmissão mais lucrativos.

O acordo atual de direitos de transmissão com a Apple TV, firmado em 2022 por US$ 250 milhões anuais, é considerado modesto. A MLS busca renegociar um contrato que pode chegar a US$ 400 a 500 milhões por ano, mas isso depende da capacidade da liga de atrair jogadores de elite e aumentar a audiência.

O valor médio dos jogadores da MLS é de cerca de 1,7 milhão de euros, inferior a ligas como Premier League, La Liga e até mesmo a segunda divisão inglesa. O modelo atual de teto salarial, que limita os gastos das equipes, é debatido internamente, com propostas para flexibilizar e aumentar os investimentos em elencos.

Garber destaca que a base de fãs da MLS é a mais jovem entre as principais ligas masculinas dos EUA e tem a maior porcentagem de torcedores hispânicos, um grupo demográfico em crescimento no país. A liga, fundada em 1994 como parte do compromisso para sediar a Copa do Mundo, mantém um sistema fechado e um teto salarial para garantir estabilidade financeira e competitividade.

Nos próximos anos, a MLS deverá tomar decisões importantes sobre seu modelo de negócio para aproveitar o momento gerado pela Copa do Mundo e garantir crescimento sustentável no mercado esportivo americano.

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