
UEFA declara perda de confiança em Gianni Infantino após plano controverso da FIFA
A UEFA anunciou que perdeu a confiança no presidente da FIFA, Gianni Infantino, devido a um plano para vender participações em uma empresa da Copa do Mundo a investidores privados. O plano foi abandonado após rejeição de três confederações, incluindo a UEFA, que ameaçou boicotar competições da FIFA.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, perdeu a confiança da UEFA após tentar implementar um plano para vender participações em uma empresa ligada à Copa do Mundo a investidores privados. A proposta foi rejeitada por três confederações, levando Infantino a anunciar o cancelamento do projeto.
A UEFA foi além e declarou que boicotaria competições da FIFA enquanto a proposta não fosse retirada. Em comunicado, a entidade europeia criticou a falta de transparência e a condução do plano, afirmando que Infantino falhou em cumprir suas promessas de transparência e de usar os recursos da FIFA para beneficiar o futebol.
A UEFA ressaltou que o dinheiro da FIFA, com reservas superiores a 5 bilhões de dólares, deve ser utilizado para fortalecer o futebol de base e o desenvolvimento global do esporte, sem necessidade de vender ativos importantes da entidade. A confederação anunciou que trabalhará com seus parceiros para propor uma nova forma de distribuição de recursos pelo programa FIFA Forward.
Outras entidades, como a Football Association da Inglaterra e a CONCACAF, também manifestaram apoio à posição da UEFA e pediram uma revisão completa da liderança e governança da FIFA. A AFC (Confederação Asiática de Futebol) e a CONCACAF foram contrárias ao plano, reforçando o pedido de revisão dos processos decisórios da FIFA.
O plano de Infantino envolvia a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE), uma empresa para gerir aspectos comerciais e operacionais das competições da FIFA, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina. A proposta incluía a venda de 20% da FFE a investidores privados, liderados pela Thrive Eternal, empresa fundada por Joshua Kushner.
A iniciativa foi criticada por diversos membros da comunidade do futebol, incluindo a presidente da Federação Norueguesa de Futebol, Lise Klaveness, que pediu uma mudança cultural e maior governança. Sheikh Hamad bin Khalifa bin Ahmed Al-Thani, presidente da Federação do Catar, foi uma das poucas vozes a apoiar Infantino, apesar do recuo.
Após o fracasso do projeto, Infantino afirmou que pretende reunir as partes interessadas para continuar o crescimento do futebol globalmente, especialmente em países que mais necessitam de apoio. A eleição para a presidência da FIFA está marcada para março do próximo ano, e já surgem nomes que podem desafiar Infantino, como Nasser Al Khelaifi e Victor Montagliani.
O episódio expôs tensões internas na FIFA e levantou questionamentos sobre a governança da entidade máxima do futebol mundial, com a UEFA e outras confederações buscando reconstruir a confiança na liderança da organização.
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