
Futuro da WNBA é promissor, mas dúvidas cercam permanência de Cathy Engelbert como comissária
Apesar do crescimento e avanços na WNBA sob a liderança de Cathy Engelbert, sua permanência como comissária até 2026 é questionada por diversos envolvidos na liga devido a desafios recentes e críticas à sua gestão.
Cathy Engelbert, comissária da WNBA desde 2019, tem enfrentado um período complicado em sua gestão, apesar do crescimento significativo da liga nos últimos anos. Sob sua liderança, a WNBA alcançou avanços importantes, como novos contratos de direitos de mídia no valor de US$ 3,1 bilhões, aumento da receita quase dez vezes, expansão para 18 mercados até 2030 e a negociação de um acordo coletivo histórico que garantiu salários de até US$ 1 milhão e um modelo de compartilhamento de receita pioneiro no esporte feminino.
No entanto, a gestão de Engelbert tem sido marcada por controvérsias e críticas. Jogadoras, times e fãs manifestam insatisfação com a arbitragem e o aumento do discurso divisivo e do assédio contra atletas. Um incidente envolvendo a jogadora Alyssa Thomas e a armadora Caitlin Clark gerou polêmica, com críticas à postura da comissária diante das ameaças e ataques racistas sofridos por Thomas.
A relação de Engelbert com as jogadoras também é alvo de questionamentos. A estrela Napheesa Collier chegou a classificar a liderança da comissária como "negligente" e "a pior liderança do mundo". Apesar de Engelbert afirmar estar focada na execução da temporada de 30 anos da liga e otimista quanto ao futuro, fontes internas acreditam que a temporada de 2026 pode ser a última sob sua direção.
Além disso, a ausência de Engelbert em eventos importantes da liga, como jogos comemorativos e cerimônias de homenagem, tem sido notada por membros da comunidade da WNBA. A falta de proximidade e comunicação eficaz com jogadoras, equipes e dirigentes é apontada como uma das principais falhas de sua gestão.
Engelbert defende que a negociação do acordo coletivo foi um momento de maturidade e que mantém uma política de portas abertas para as jogadoras. Ela também condena veementemente o racismo, sexismo, homofobia e ameaças enfrentadas pelas atletas, destacando iniciativas da liga para combater esses problemas.
Apesar dos desafios, a WNBA segue em expansão e busca consolidar sua posição como uma das principais ligas esportivas femininas do mundo. A questão sobre a continuidade de Cathy Engelbert como comissária permanece em aberto, com diversos stakeholders da liga avaliando a necessidade de uma liderança que atenda melhor às demandas atuais e futuras da WNBA.
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