
EUA inicia Copa do Mundo com vitória histórica sobre o Paraguai
Na abertura da Copa do Mundo, os Estados Unidos venceram o Paraguai por 4 a 1, marcando a maior vitória da seleção masculina em Copas desde 1930. O desempenho foi destacado por uma atuação brilhante de Christian Pulisic e dois gols de Folarin Balogun.
INGLEWOOD, Califórnia -- A estreia da seleção masculina dos Estados Unidos na Copa do Mundo foi uma verdadeira festa, exceto por uma pergunta que pairou no ar.
Primeiro, o que foi indiscutivelmente bom: com um ataque implacável e finalizações precisas, os americanos dominaram o Paraguai, vencendo por 4 a 1 e iniciando o torneio em grande estilo. Essa vitória de três gols é a maior dos Estados Unidos em Copas do Mundo desde as vitórias por 3 a 0 na edição inaugural em 1930.
No entanto, a curiosidade ficou por conta de Christian Pulisic, que foi substituído no intervalo após uma atuação de alto nível. Ele comentou que saiu como precaução após levar uma pancada na panturrilha esquerda, esperando que não fosse nada sério.
Apenas isso foi um ponto negativo para os EUA. Os 70.492 torcedores no SoFi Stadium, com poucos torcendo pelo Paraguai, celebraram desde o apito inicial. "Era isso que estávamos esperando", disse o técnico dos EUA, Mauricio Pochettino, sobre o apoio dos fãs. "Quando se fala da América -- essa paixão, esse sentimento -- hoje eles foram incríveis, e agora percebem que o futebol aqui é enorme. Cuidado com os outros esportes."
Folarin Balogun marcou duas vezes no primeiro tempo, tornando-se o primeiro americano a fazer dois gols em uma partida de Copa do Mundo desde 1930. Pulisic foi elétrico antes de sua saída, assistindo o primeiro gol de Balogun e contribuindo para um gol contra do Paraguai no sétimo minuto, abrindo caminho para a goleada.
No final do tempo adicional, Giovanni Reyna, que entrou como substituto, deu um toque final perfeito com o pé direito, mostrando o talento que os fãs dos EUA esperavam ver nesse palco.
Entre os presentes estavam celebridades como Halle Berry e Tom Cruise, além de estrelas da NFL. O clima foi animado, com um show pré-jogo que contou com Katy Perry e outros artistas.
Houve também lembranças visíveis dos problemas fora de campo que marcaram a preparação para o torneio. Alguns torcedores vaiaram quando a bandeira do Irã foi apresentada na cerimônia de abertura. Vários trabalhadores do estádio usaram pins em protesto sobre as condições de trabalho.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, esteve ao lado do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O presidente do Paraguai, Santiago Pena, também compareceu, mas Donald Trump não esteve presente, alegando conflitos de agenda.
Balogun, atacante do AS Monaco, fez sua estreia na Copa do Mundo com grande estilo. Seu primeiro gol foi um belo acabamento após passe de Pulisic. O segundo, que veio após um gol anulado por impedimento, foi um chute potente que fez a rede balançar, levando os reservas americanos a comemorarem em campo.
"Foi definitivamente uma declaração, três gols no primeiro tempo do jogo de abertura", disse Balogun. "Senti que foi uma verdadeira afirmação, e era isso que queríamos fazer. Estou muito feliz com a atuação geral, especialmente no primeiro tempo."
Balogun e Pulisic não foram os únicos destaques americanos. Weston McKennie se destacou ao lado de Pulisic, enquanto Malik Tillman estava em toda parte. Tyler Adams e Chris Richards completaram 100% dos passes tentados no primeiro tempo. Sempre que um americano pegava na bola, parecia haver um toque ou um brilho. A confiança era contagiante.
O Paraguai, uma equipe sul-americana tradicional com uma identidade defensiva, não parecia pronta para o início do torneio. Já perdendo por três gols no intervalo, a maioria dos jogadores se reuniu em um huddle improvisado no meio de campo, tentando encontrar uma forma de reverter a situação.
Isso não aconteceu. Maurício, o meio-campista paraguaio, conseguiu um gol de consolação aos 73 minutos, mas o jogo já estava decidido. Os EUA tiveram sua festa, exceto pela dúvida sobre a condição física de seu principal jogador.
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