
Como a Argentina agiu para garantir Messi e evitar que jogasse pela Espanha
Lionel Messi quase foi convocado pela seleção espanhola no início de sua carreira, mas uma ação rápida da Associação de Futebol Argentino (AFA) garantiu sua ligação definitiva com a Argentina. Um vídeo em VHS, telefonemas e um amistoso oficial foram decisivos para assegurar o craque.
No início dos anos 2000, Lionel Messi já era reconhecido como um talento excepcional nas categorias de base do Barcelona, mas ainda não havia chamado a atenção da seleção argentina. Enquanto isso, treinadores e representantes da seleção espanhola cogitavam convencê-lo a defender a Espanha, já que outros jovens do Barça, como Gerard Piqué e Cesc Fàbregas, eram frequentemente convocados para as seleções de base espanholas.
O técnico das categorias de base da Espanha, Ginés Meléndez, chegou a pedir a colegas e representantes que conversassem com Messi sobre a possibilidade de atuar pela Espanha. Contudo, desde cedo, Messi deixou claro que queria jogar pela Argentina e pelo Barcelona.
A situação mudou quando Horacio Gaggioli, representante de Messi, aproveitou a visita da comissão técnica argentina a Barcelona para entregar um vídeo em VHS com lances do jovem jogador. O material foi apresentado ao assistente técnico Claudio Vivas e ao técnico Marcelo Bielsa, que se impressionaram com a habilidade de Messi.
Apesar do impacto do vídeo, Messi não foi convocado para o Mundial Sub-17 de 2003, pois a comissão técnica argentina optou por manter o grupo que já vinha treinando junto. Após a eliminação da Argentina para a Espanha na semifinal do torneio, aumentou a preocupação em perder Messi para outra seleção.
De volta à Argentina, Hugo Tocalli, técnico das categorias de base, iniciou um esforço urgente para localizar a família de Messi e garantir sua convocação. Omar Souto, gerente da seleção, recorreu à lista telefônica de Rosario até conseguir contato com o pai do jogador, Jorge Messi, que demonstrou alívio ao receber o chamado da AFA.
Para assegurar que Messi fosse vinculado oficialmente à Argentina, a AFA organizou rapidamente amistosos contra Paraguai e Uruguai em junho de 2004, com a presença de árbitro reconhecido pela FIFA e toda a documentação exigida. O objetivo era cumprir as regras da FIFA, que determinavam que um jogador estaria permanentemente ligado a uma federação após atuar em partida oficial.
Assim, graças à mobilização da AFA e à vontade de Messi, a Argentina garantiu que o craque defendesse seu país de origem, evitando que atuasse pela seleção espanhola.
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