
Futuro das pausas para hidratação na Copa do Mundo 2026 ainda indefinido, diz Arsène Wenger
As pausas para hidratação, usadas pela primeira vez na Copa do Mundo 2026, não alteraram o andamento dos jogos nem os resultados, mas seu uso futuro ainda será analisado pela FIFA, afirmou Arsène Wenger.
As pausas para hidratação, com duração de três minutos no meio de cada tempo, foram implementadas pela FIFA em todos os jogos da Copa do Mundo 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Essas pausas foram criadas para ajudar os jogadores a lidarem com o calor, mas foram aplicadas independentemente das condições climáticas ou do local da partida, incluindo jogos em estádios cobertos.
Arsène Wenger, chefe global de desenvolvimento do futebol da FIFA, declarou em coletiva que o impacto dessas pausas será analisado após o torneio. Segundo ele, não houve alteração nos resultados das partidas, mas a opinião dos espectadores será considerada para futuras decisões.
As pausas geraram reações mistas, com vaias de torcedores e críticas de ex-jogadores, além de serem aproveitadas pelos técnicos como momentos para instruções táticas. A introdução dessas pausas também representa uma oportunidade comercial para as emissoras, que podem inserir anúncios durante esses intervalos. Nos Estados Unidos, a emissora Fox deve faturar pelo menos 250 milhões de dólares com publicidade durante as pausas.
Historicamente, a FIFA introduziu pausas para resfriamento em 2014, na Copa do Mundo do Brasil, quando uma decisão judicial determinou que os jogadores deveriam descansar em jogos com temperaturas elevadas. Atualmente, muitas ligas ao redor do mundo adotam regras semelhantes, que dependem das condições climáticas ou da decisão do árbitro.
A FIFA continuará avaliando o impacto das pausas para hidratação para decidir sobre sua continuidade e possíveis ajustes em competições futuras.
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