
Técnico da SMU critica ausência de Duke no College Football Playoff e questiona novo critério de desempate da ACC
O técnico da SMU, Rhett Lashlee, afirmou que Duke deveria ter disputado o College Football Playoff em vez de James Madison. Lashlee também expressou preocupação com o novo critério de desempate da ACC, que considera jogos fora da conferência.
O técnico da SMU, Rhett Lashlee, defendeu a equipe de Duke, campeã da ACC, ao afirmar que os Blue Devils deveriam ter participado do último College Football Playoff (CFP) no lugar de James Madison, campeão da Sun Belt. Lashlee fez a declaração durante o ACC Kickoff, parabenizando Duke pelo título e ressaltando que o time "facilmente" merecia uma vaga no CFP, mesmo com cinco derrotas na temporada regular e sem estar ranqueado no CFP. Segundo o antigo formato, os cinco campeões de conferência mais bem classificados garantiam vaga automática, o que permitiu a entrada de James Madison, 24º colocado, e Tulane, campeã da American Conference, 20ª colocada, no CFP.
Duke ficou fora do top 25 final, apesar de vencer Virginia na decisão da conferência. James Madison, por sua vez, foi derrotada por 51 a 34 pelo Oregon na primeira rodada do CFP. "Quando você vence a ACC da forma como eles venceram e considerando quem derrotaram, eles deveriam ter entrado no lugar de um time da Sun Belt", disse Lashlee sobre Duke. Ele ainda afirmou esperar que situações como essa não se repitam e sugeriu que a ACC deveria ter tido duas vagas.
A partir desta temporada, os campeões das quatro principais conferências (ACC, Big Ten, Big 12 e SEC) terão vagas automáticas, além do time mais bem ranqueado entre as conferências do chamado Group of 6. A ACC anunciou um novo critério de desempate para sua final, que agora considera o confronto direto e o "body of work", determinado pelo Team Success Ranking da SportSource Analytics, também utilizado pelo CFP.
O técnico de Duke, Manny Diaz, criticou a inclusão de jogos fora da conferência no critério de desempate, argumentando que isso pode distorcer a competição. "Você não pode deixar jogos fora da conferência determinarem quem vence a conferência. O único jeito de ser justo é considerar confronto direto e o retrospecto dos adversários vencidos", afirmou Diaz.
Lashlee também disse que os técnicos não foram consultados sobre a mudança e só souberam da novidade quando a liga anunciou oficialmente. Ele demonstrou ceticismo quanto ao uso de dados e análises para definir os finalistas. "Não sou fã de pontos de dados e análises decidindo as coisas porque podem ser manipulados. Se for para usar, que seja o mesmo critério do CFP. Prefiro isso a decidir no cara ou coroa", concluiu.
Fontes
Encontrou um problema?
Se você identificar erro no conteúdo, envie um reporte para revisão editorial.



