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Órgão de direitos humanos europeu questiona integridade da Copa do Mundo e pede melhorias para 2030

Órgão de direitos humanos europeu questiona integridade da Copa do Mundo e pede melhorias para 2030

O Conselho da Europa, principal órgão de direitos humanos do continente, questionou a integridade da Copa do Mundo atual e solicitou à FIFA a criação de um marco mais sólido para o torneio de 2030, que será sediado principalmente por Espanha e Portugal.

O Conselho da Europa, que reúne 46 países, expressou preocupações sobre a integridade da Copa do Mundo em uma carta aberta enviada à FIFA pouco antes da final entre Espanha e Argentina em East Rutherford, Nova Jersey.

Alain Berset, político suíço e presidente do Conselho, destacou que a próxima crise no futebol já começou, envolvendo dinheiro e poder. Ele citou como exemplo a suspensão da punição de um jogo para o atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun, após pressão do presidente americano Donald Trump, além do risco de fraude relacionado a um acordo da FIFA com uma empresa de mercado de previsões como patrocinadora do Mundial.

Berset criticou a influência política dentro do futebol, mencionando que a suspensão da punição a Balogun ocorreu após contato direto entre um chefe de Estado e o presidente da FIFA. A decisão foi duramente criticada pela UEFA, que afirmou que a medida ultrapassou um limite vermelho em termos de transparência e respeito às regras.

Além disso, o Conselho expressou preocupação com a relação da FIFA com a indústria de apostas, destacando que o acordo com a empresa ADI Predictstreet, criada pouco antes do Mundial, abriu portas para possíveis fraudes ao permitir apostas em momentos específicos do jogo que não alteram o placar.

O Conselho da Europa mantém um acordo formal de cooperação com a FIFA desde 2018, com o objetivo de promover valores como transparência, responsabilidade, integridade e respeito aos direitos humanos no esporte.

Para o Mundial de 2030, que será sediado principalmente por Espanha e Portugal, com participação de Marrocos e jogos iniciais na América do Sul, o Conselho propõe o início imediato de um diálogo para construir um marco de integridade que garanta a transparência e o respeito às regras no evento.

Berset ressaltou ainda problemas enfrentados na atual Copa, como questionamentos à autoridade dos árbitros, abusos racistas contra jogadores, inclusive por autoridades eleitas, e a proliferação de apostas em cada lance do jogo.

A proposta do Conselho da Europa visa assegurar que a edição centenária da Copa do Mundo seja conduzida com maior integridade e respeito aos direitos humanos, evitando os problemas observados no torneio atual.

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